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Eduarda Araújo,  1 de Setembro de 2020 -

2 min para ler

Setembro Amarelo: por que falar sobre isso?

Janeiro branco, outubro rosa, novembro azul. Hoje em dia, vários meses têm sido associados à determinadas cores com o objetivo de promover a conscientização da sociedade sobre temáticas especiais que afetam a todos. Você já ouviu falar sobre o Setembro Amarelo?

Criado no Brasil em 2015 pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), o Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização social acerca da prevenção do suicídio. Assim, ao estampar o amarelo nas mais diversas situações, busca-se alertar e sensibilizar a população sobre a seriedade desse fenômeno que, segundo a OMS, atinge mais de 800 mil pessoas por ano no mundo. Só no Brasil, cerca de 32 suicídios acontecem diariamente.

Segundo a psicóloga Rosane Granzotto, do Conselho Federal de Psicologia (CFP), o suicídio é uma tragédia global, pessoal e familiar. Infelizmente, por conta do preconceito e da falta de informação, esse tema acaba se tornando um tabu que dificulta as pessoas de buscarem ajuda ou conversar sobre o que sentem. De acordo com a OMS, 90% dos casos de suicídio podem ser prevenidos se acompanhados de ajuda voluntária ou profissional. É necessário falar sobre isso!

Aqui vão alguns sinais de alerta de suicídio a que podemos ficar atentos:

● Isolamento;

● Mudanças marcantes de hábitos;

● Perda de interesse por atividades de que gostava;

● Descuido com aparência;

● Piora do desempenho na escola ou no trabalho

● Alterações no sono e no apetite.

Como ajudar na promoção do Setembro Amarelo?

Não é preciso ser psicólogo ou estar vinculado a alguma instituição para fazer a sua parte. Aqui vão algumas possíveis atitudes, à nível coletivo ou individual, que podem ajudar na visibilidade dessa causa tão importante:

● Empresas podem promover ações sociais, distribuir materiais informativos disponibilizados no site www.setembroamarelo.org.br;

● Órgãos públicos podem iluminar suas fachadas de amarelo, promover atividades com a comunidade;

● Escolas e universidades podem realizar palestras e rodas de conversa sobre o suicídio com profissionais qualificados;

● Você pode pesquisar e participar das programações da sua cidade, vestir amarelo, usar uma fita amarela e levantar a temática em seus grupos cotidianos a partir de informações confiáveis.

Sofrimento mental não é brincadeira. Caso se encontre nessa situação, falar é sempre a melhor solução!

Está passando por um momento difícil? Ligue 188 ou acesse esse link.

Compartilhe suas emoções, busque informações e ajuda. Você não está sozinho.

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